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Londrina - Paraná
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INFORMAÇÕES TÉCNICAS -
Histórico
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| Histórico
do Processo Flexográfico |
O
processo de impressão conhecido como “Anilina” foi
introduzido nos Estados Unidos em grande escala,
aproximadamente em 1920.
As primeiras impressoras, foram quase que totalmente
importadas da Alemanha, onde este processo de impressão
foi denominado “Gummi Druck” ou seja impressão com
clichês de borracha.
Nos Estados Unidos o processo foi denominado
“Impressão a Anilina” em relação ao tipo de tinta
utilizada.
Em março de 1951, Franklin Moss, antes presidente da
Mosstyper Corp e posteriormente presidente da FTA Inc.
chegou a conclusão que era necessário à escolha de um
nome melhor para facilitar o processo de impressão
Anilina.
Após várias pesquisas e sugestões recebidas através
de cupons em revistas técnicas da época, a resposta
foi animadora: muitos leitores aplaudiram a idéia e
mais de 200 nomes foram sugeridos. Moss ampliou a
campanha junto a outras publicações comerciais e
colaborou na organização do “Aniline Printing
sub-committe” como parte do comitê de impressão de
embalagem do “Packaging Institute”.
A missão primária do sub-comitê foi de conduzir ao
fim a pesquisa em relação ao novo nome. O comitê era
composto por Alexander R. Bradie da Mosstyper Corp; John
Cozza da Cello Masters INC; Dotor Paul Mueller da
Celanese Corp. que reduziram a extensa listagem de nomes
à somente três, um dos quais era “Flexografia”. |
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| O
Nome Escolhido: Flexografia |
No
dia 22 de outubro de 1952 no decorrer do 14º Fórum do
Instituto das Embalagens, foi anunciado que o nome de
Flexografia tinha sido escolhido pela grande maioria. A
partir daquele momento, o termo FLEXOGRAFIA e o adjetivo
FLEXOGRÁFICO foram rapidamente adotados e aceitos a
nível mundial em tempos relativamente curtos.
Definição:
A definição oficial da época, adotada pelo
recém-formado “Flexographic Printing Comitte do
Packaging Institute”, foi: Flexografia é um sistema
de impressão tipográfico total que utiliza clichês de
borracha e tintas liquidas de rápida secagem.
Devido ao rápido desenvolvimento tecnológico no campo
de aplicação do processo flexográfico, em 1980 foi
revista a definição ficando da seguinte forma: A
flexografia é um sistema de impressão rotativo direto,
que utiliza clichês à base resinosa com gráficos em
alto relevo, ajustáveis sobre os cilindros
porta-clichês com longitude de repetição variável e
entintados por um cilindro simples ou outro provido de
uma racle (Doctor BLADE), que transportam tintas
liquidas ou pastosas sobre qualquer suporte.
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P - Qual o processo artesanal de impressão que deu
origem ao processo flexográfico?
R – Xilogravura
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P – Qual a matriz de impressão no processo de
Flexografia?
R – Borracha vulcanizada, Borracha entalhada
manualmente e Fotopolímeros
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P – Qual o material da matriz de impressão?
R – Pode ser Borracha ou Fotopolímero
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P – Como é gravada a matriz de impressão?
R – Entalhe Manual: é considerado um trabalho
artístico onde o grafismo é decalcado de um papel
vegetal onde está a ilustração, para a borracha
específica para este fim e por meio de estiletes o
entalhador define as áreas de relevo (grafismo) e
remove as áreas de contra-grafismo, deixando-as em
baixo relevo. |
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| BORRACHA
VULCANIZADA |
Este
processo tem várias fases que são divididas da
seguinte maneira:
:: Original Secundário: É o original feito a partir da
arte-final que pode ser o entalhe manual, a fôrma
tipográfica e o clichê de zinco
:: Matriz Negativa: A matriz negativa é obtida através
da vulcanização (Pressão/Calor) do clichê de zinco
sobre uma placa de baquelite. Esta matriz negativa
rígida servirá agora como molde para o clichê
definitivo.
:: Clichê de Borracha: É obtido através da
vulcanização da borracha sobre a matriz negativa,
adquirindo assim o formato da imagem em alto relevo.
:: Retifica: A retífica é executada para deixar a
superfície de borracha totalmente uniforme (paralela),
evitando a deformação da imagem. |
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| FOTOPOLÍMERO |
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Para
obtenção do clichê de fotopolímero são utilizadas 4
(quatro) unidades de processamento:
:: Unidade de Exposição: nesta unidade é efetuada a
cópia do filme para a chapa de fotopolímero,
utilizando um equipamento com lâmpadas fluorescentes
ultravioleta, ( com emissão de raios UV A ).
:: Unidade de Revelação: Nesta unidade é efetuada a
revelação da chapa de fotopolímero, definindo as
áreas de grafismo.( Originalmente era ) É utilizado um
tambor com escovas giratórias e uma solução de
percloro-etileno e álcool butílico, que tem como
função remover as áreas que não receberam luz.
( Hoje existem máquinas planas, contínuas ou não e
solventes ecológicos que substituem o percloretileno)
:: Unidade de Secagem: A máquina utilizada se assemelha
a uma estufa, possuindo lâmpadas que emitem raios
infra-vermelhos. Após a revelação o clichê deve
permanecer por um período de repouso.
:: Unidade de Acabamento: (Exposição a raios ultra
violeta UV C ) Tem como finalidade eliminar os
“resíduos pegajosos”dos clichês, em conjunto com
raios UV A, para endurecimento final do polímero
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P – Quanto tempo leva para gravar a matriz de
impressão?
R – Entalhe: Depende da complexidade e da prática do
entalhador.
Borracha vulcanizada: Aproximadamente 2 (duas) horas
Fotopolímero: 40 (quarenta) minutos (obs.: Necessita de
24h00 para estabilização antes de ser usado na
impressão)
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A PARTIR DESTA QUESTÃO IREMOS ABORDAR APENAS O TIPO DE
MATRIZ QUE Ë MAIS UTILIZADA ATUALMENTE, QUE É O
FOTOPOLÍMERO
P – Qual a duração da matriz( quantos exemplares)
em fotopolímero?
R – Acima de 1.200.000 cópias, dependendo das
condições de máquinas impressoras e também de outras
variáveis. Ex.: Aspereza do substrato, agressividade
dos solventes, presença de ozônio no ambiente de
impressão, etc.
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P – Qual a retícula utilizada na gravação da
matriz?
R – Semelhante à retícula do processo OffSet, porém
negativa.
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P – Como se faz a fixação da matriz na máquina
de impressão flexográfica?
R – Através de fita dupla-face (fita adesiva)
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P – Como a tinta é transferida da matriz para o
substrato?
R – Veja figura. |
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P – Qual a tinta utilizada, a base de tinta e o
solvente?
R – Tinta líquida com alto teor de sólidos
Composição básica: Pigmento + Resina + Solvente +
Aditivos
Solvente: Água, Álcool ou mistura de solventes.
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P – Quais os tipos de materiais de suporte
(substratos) que podem ser impressos no processo
flexográfico?
R – Todos os poliméricos: PE; PP; BOPP; PVC, PET,
etc.
Todos os celulósicos: Papéis, Cartões e Cartolinas;
Papelão Ondulado,Etc.
Metálicas: Alumínio (mole e duro)
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P – Dê exemplos de materiais resultantes do
processo de impressão em flexografia
R – Latas de refrigerantes, embalagens para snaks,
chocolates, biscoitos, tablóides, blister de
medicamentos, etc..
No exterior: Também Livros de bolso e jornais,
embalagens em cartão (cartuchos de remédios e
perfumes).
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P – Qual a velocidade de impressão?
R – Varia de acordo com a configuração do
equipamento, podendo chegar a 400 m/minuto.
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P – Qual a quantidade de cores que a máquina é
capaz de imprimir de uma só vez?
R – Até 10 cores ou, 9 (nove) mais uma estação para
verniz, também depende da configuração do
equipamento.
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P – Qual a quantidade mínima exigida para
impressão de um produto através da flexografia?
R – Essa questão é subjetiva pois é possível se
tirar uma amostra de 5Kg com um custo elevadíssimo.
Portanto, no caso de produção se torna necessário um
estudo para avaliar a quantidade com melhor custo
benefício.
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P – Qual o tamanho máximo que a máquina pode
imprimir? Material bruto, boca de máquina?
R – Se for uma máquina de “banda estreita de 500 mm
para baixo e se for “banda larga”acima dos 500mm.
Atualmente temos máquinas flexográficas com 2400 mm,
mas que só trabalha com “traços”.
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P – Quais as maiores vantagens do processo de
impressão flexográfica?
R – Maior precisão no controle de registro; Menor
espaço físico necessário; Menor custo de equipamento
em relação a uma máquina de Rotogravura.
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P – Cite problemas mais comuns de impressão no
processo flexográfico:
R – Squash; Ganho de Ponto; Perda de Ponto; Falta de
cobertura.
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| Bibliografia: |
Livro
Flexografia: Princípios e Práticas – Editado pela
FTA/USA nos idiomas Inglês e Espanhol.
Tradução e Coordenação Técnica: Sérgio Vay/Diretor
Técnico de Recursos Humanos e Treinamento da
ABFLEXO/FTA-BRASIL |
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